Desafio ao sigilo: Fachin mantém controle sobre inquérito das fake news
Em uma decisão que gerou controvérsia, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou o pedido de acesso imediato do ministro Luiz Fux ao inquérito das fake news. O ministro Fux havia solicitado o compartilhamento do inquérito como parte de uma ação do Progressistas (PP) contra decisão do ministro Alexandre de Moraes.
Procedimentos pendentes
Segundo a Presidência do STF, foram identificados 104 procedimentos ligados ao inquérito, entre petições e investigações preliminares, ainda pendentes de avaliação. Fachin afirmou que pretende concluir a análise dos procedimentos pendentes e, após o cumprimento das etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito.
Questões pendentes
- Investigação das fake news
- Investigação das milícias digitais
- Apuração sobre a falsificação de cartões de vacina
- Investigações que levaram às condenações de Bolsonaro e aliados na chamada trama golpista
Argumentos apresentados
O partido Progressistas (PP) argumentou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes fere preceitos da Constituição, como a dignidade da pessoa humana, o juiz natural, a segurança jurídica, a vedação a juízo de exceção, o devido processo legal e o contraditório.
Resposta de Fux
Em resposta, o ministro Luiz Fux argumentou que parte do material já está sem sigilo e foi fornecida a advogados. Segundo o ministro, o acesso é necessário para análise dos pedidos do partido.
Desenvolvimento do caso
O caso foi apresentado no âmbito de uma ação do Progressistas (PP) contra decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a apuração separada e sigilosa, por meio de uma petição, dos fatos que levaram à Operação Tempus Veritatis. A operação investigou uma tentativa de golpe por parte da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Procuradoria-Geral da República
Caberá à Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliar as medidas cabíveis, incluindo eventual apresentação de denúncia ou pedido de arquivamento.
Conclusão
Em resumo, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, negou o pedido de acesso imediato do ministro Luiz Fux ao inquérito das fake news, afirmando que ainda há procedimentos pendentes que precisam ser analisados antes de o processo ser tornado público.