Execuções no Irã: um cenário de violência e repressão
Segundo dados divulgados pela Hengaw, uma organização não governamental de defesa dos direitos humanos com sede na Noruega, o regime do Irã condenou à morte pelo menos 106 pessoas presas durante as manifestações políticas de janeiro de 2026. Desse total, 35 manifestantes já foram executados, enquanto outras 63 pessoas correm risco grave e iminente de execução.
Uma repressão sem precedentes
As mobilizações de janeiro de 2026, que exigiam a queda da República Islâmica, foram contidas por uma intensa resposta militar e policial. Segundo o balanço oficial de Teerã, 3.117 pessoas morreram nos conflitos, mas entidades internacionais de direitos humanos, como a HRANA (sediada nos Estados Unidos), estimam que o número real de mortos passe de 7.000.
Execuções em massa
O Irã figura de forma recorrente entre as nações que mais aplicam a pena capital no mundo. Em 2025, o governo iraniano executou pelo menos 2.159 pessoas, mais do que o dobro do registrado em 2024 e o maior índice computado pela Anistia Internacional no país desde 1981.
Levantamentos internacionais divergem em números
Diferentes órgãos de monitoramento documentam balanços com variações metodológicas e de períodos de apuração. A Anistia Internacional, por exemplo, apontava ao menos 30 pessoas ameaçadas de pena de morte por supostos crimes na revolta de janeiro, incluindo dois menores de idade. Já a Hengaw mapeou que ao menos 30 detidos dos atos de janeiro tinham sido sentenciados à morte, dos quais 13 já haviam sido executados em segredo.
A Hengaw e a defesa dos direitos humanos
A Hengaw Organization for Human Rights é uma entidade independente dedicada a monitorar, documentar e denunciar violações de direitos humanos perpetradas pelo regime iraniano. Seu Centro de Estatística e Documentação consolida dados verificados sobre prisões políticas, julgamentos arbitrários e execuções no país.
Execuções e condenações
- 106 pessoas condenadas à morte, de acordo com a Hengaw;
- 35 manifestantes já executados;
- 63 pessoas correm risco grave e iminente de execução;
- 8 réus tiveram as condenações anuladas pela Justiça do país.
Levantamento da Hengaw
Os dados foram compilados e auditados pelo Centro de Estatística e Documentação da Hengaw, com registros atualizados até 9 de outubro de 2026. O relatório especial foi publicado em comemoração ao Dia Mundial contra a Pena de Morte, lembrado neste 10 de outubro.