PF arquiva caso de interferência dos EUA

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Publicado em 7 de outubro de 2026

Decisão da PF Desbloqueia Caminho para Segundo Turno Eleitoral

Na quarta-feira (7), a Polícia Federal (PF) tomou uma decisão crucial ao arquivar a apuração preliminar que investigava uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições presidenciais brasileiras de 2026. A determinação foi tomada após a corporação concluir que não havia indícios mínimos de ilícitos que justificassem a abertura de um inquérito formal.

Origens da Investigação

A apuração havia sido iniciada após um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), motivado por uma reportagem do jornal britânico sobre a destinação de US$ 1 milhão, aproximadamente R$ 5, 2 milhões, pelo governo de Donald Trump para um projeto voltado a combater o que o programa classificava como censura e abuso de poder judicial no Brasil.

Projeto Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil

O projeto, denominado Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil, estaria vinculado ao Fundo de Direitos Humanos e Democracia do Departamento de Estado americano. Segundo informações disponíveis, os recursos poderiam beneficiar organizações da sociedade civil críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Repercussões Políticas

A abertura da análise pela PF havia sido anunciada pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, no domingo (4), dia do primeiro turno das eleições. A decisão havia provocado repercussões políticas, especialmente entre integrantes da campanha do candidato do PL, diante da possibilidade de que uma investigação mais ampla envolvesse aliados ou ações relacionadas ao processo eleitoral.

Posições Anteriores

  • A Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia adotado posição contrária à abertura de uma investigação semelhante.
  • O procurador-geral Paulo Gonet havia considerado, em manifestação anterior, que não existiam elementos mínimos que justificassem a instauração de procedimento com base apenas nas informações divulgadas pela imprensa.
  • O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também havia informado não ter identificado evidências concretas de interferência estrangeira no processo eleitoral.

Arquivamento e Implicações

Com o arquivamento pela PF, a apuração solicitada pela AGU não avançará para um inquérito formal, diante da ausência de elementos considerados suficientes pela corporação para sustentar uma investigação criminal. A decisão ocorreu em meio à disputa do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

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