Conflito no Oriente Médio
Os rebeldes houthis do Iêmen intensificaram sua ameaça à Arábia Saudita, classificando os aeroportos e o espaço aéreo saudita, exceto as cidades sagradas de Meca e Medina, como vulneráveis a novos ataques. Esta declaração ocorreu um dia após o bombardeio contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, que resultou em 12 mortos e 309 feridos.
Declaração dos Houthis
O porta-voz militar houthi reiterou a advertência às companhias aéreas, especialistas, funcionários, trabalhadores e viajantes para que não utilizem os aeroportos nem o espaço aéreo sauditas, pois são alvos potenciais e locais onde as forças houthis podem realizar operações, com exceção dos aeroportos de Meca e Medina.
Responsabilidade e Estratégia
O porta-voz atribuiu à Arábia Saudita a responsabilidade por qualquer tentativa fracassada de interceptar novos disparos e ratificou a estratégia do movimento sob a premissa de aeroporto por aeroporto, bloqueio por bloqueio e escalada por escalada .
Ataques e Consequências
Este foi o segundo ataque consecutivo contra o aeroporto de Riad em 24 horas. Na sexta-feira (9), uma investida anterior havia provocado três mortes e danificado aeronaves comerciais. Além disso, a coalizão liderada pela Arábia Saudita confirmou que um projétil caiu nas proximidades do Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, a mais de 1.500 km da fronteira com o Iêmen.
Reações Internacionais
Em decorrência da escalada militar e do fechamento temporário do espaço aéreo, diversas companhias aéreas internacionais começaram a cancelar suas operações com destino à Arábia Saudita. A Kuwait Airways anunciou o cancelamento das rotas entre o Kuwait e a capital saudita neste domingo (11). A decisão segue a medida adotada pelas empresas emiradenses Etihad Airways, Flydubai e Air Arabia, que suspenderam os voos para Riad e outros aeroportos do reino citando riscos operacionais e de segurança.
Contexto Político
A Arábia Saudita lidera desde 2015 uma coalizão militar em apoio ao governo iemenita reconhecido internacionalmente, após os insurgentes houthis, apoiados pelo Irã, tomarem o controle da capital Sana, no final de 2014.