Líderes do Centrão sabem que Flávio não apoiará

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Publicado em 12 de outubro de 2026

Líderes do Centrão sabem que Flávio não apoiará

Flávio Bolsonaro comunica veto à recondução de Davi Alcolumbre e Hugo Motta

Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PL, revelou a líderes de partidos do Centrão em Brasília que não pretende apoiar a recondução de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB) aos comandos do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, respectivamente, a partir de 2027.

Posição de Flávio Bolsonaro é um veto prévio

Essa posição foi comunicada por Flávio em conversas diretas e indiretas com os dirigentes das siglas envolvidas no processo de aproximação com a campanha liberal, evidenciando um veto prévio a acordos que garantissem a permanência dos atuais presidentes nas mesas diretoras das duas Casas legislativas.

Centrão recua e lideranças admitem dificuldades

Com a negativa da campanha do PL, os caciques partidários reconheceram o obstáculo para viabilizar as chapas pretendidas. Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, admitiu a interlocutores a complexidade de manter o projeto para Hugo Motta: “Infelizmente, não. Eu tentei”, declarou à CNN Brasil.

Outros líderes do Centrão também reconhecem a dificuldade

Ciro Nogueira, dirigente máximo do Progressistas (PP), sinalizou a pessoas próximas que optará por preservar capital político e que é preciso “escolher suas brigas” no atual momento do parlamento. Antônio Rueda, comandante do União Brasil, sequer teria tentado avançar em entendimentos para assegurar a recondução de Davi Alcolumbre diante da forte oposição do grupo bolsonarista.

Estratégia do PL e foco no Senado

Disputa pela presidência do Senado é prioridade absoluta

A prioridade absoluta do grupo político de Flávio Bolsonaro é a disputa pela presidência do Senado. Para o comando da Casa Alta, a articulação do PL aposta no nome do senador Rogério Marinho (PL-RN), atual coordenador da campanha presidencial.

Autonomia para os partidos do Centrão

Na Câmara dos Deputados, a diretriz interna é dar autonomia para que os partidos do Centrão debaterem nomes alternativos à sucessão de Hugo Motta, mas sob forte influência e barganha da bancada do PL, que ampliou sua representatividade após o primeiro turno das eleições.

Enfraquecimento dos atuais presidentes

O cenário de resistência contra Alcolumbre e Motta ganhou força com o resultado das urnas no primeiro turno, que elevou o peso da direita conservadora no Congresso. No Senado, Alcolumbre acumula fortes críticas e resistência da oposição principalmente devido à sua recusa em pautar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com destaque para as demandas direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes.

Derrotas expressivas do grupo de Alcolumbre

No Senado, o grupo do senador sofreu derrotas expressivas no Amapá. Na Câmara, Hugo Motta tentava pavimentar sua recondução costurando apoios suprapartidários, chegando a realizar campanha aberta em prol do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Paraíba, mas sofreu revés político local após não conseguir eleger o próprio pai para o Senado.

Opções para os atuais presidentes

Margem de manobra para buscar bases alternativas de sustentação

Apesar da ofensiva liderada por Flávio Bolsonaro, interlocutores ponderam que a oposição formal não anula completamente a articulação dos atuais presidentes, que ainda mantêm margem de manobra para buscar bases alternativas de sustentação, embora tenham perdido o compromisso antecipado dos principais partidos do Centrão.

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